Brincar, o bem necessário!

Eu já trabalhei longos períodos com produtos voltados para o universo infantil, o que me encantou como podem perceber (rs). No primeiro momento na área de alimentos seguido pelo universo de brinquedos e por fim, cosméticos. Grandes momentos com grandes marcas e muito aprendizado. No meio desse percurso engravidei e meu trabalho ganhou outro sentido, se tornando também um campo de pesquisa pessoal.

Quando trabalhei com brinquedos pude conhecer de perto profissionais altamente qualificados que relacionavam todos os brinquedos e formas de brincar como componentes importantes para o desenvolvimento cognitivo, motor e social do bebê e da criança. Pude entender a necessidade do brincar e como nós mães e pais, devemos participar ativamente de cada fase do bebê e da criança proporcionando ferramentas adequadas que os ajudem no seu desenvolvimento. E da melhor maneira possível, brincando!

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Uma das profissionais que amei conhecer e acredito que muitas mães já conheçam é a Teresa Ruas, terapeuta ocupacional especializada em desenvolvimento infantil que menciona perfeitamente os brinquedos e brincadeiras que ajudam a estimular da melhor maneira cada fase do bebê, veja abaixo:

Recém-nascidos até 3 meses – Só focalizam um objeto a uma distância de 20 a 25cm. Porém agita-se a ouvir sons agudos e fica mais quieto com sons graves. Por conta disso o interesse por objetos musicais, como o móbile. Faça também diferentes sons com a boca e faça muita careca para chamar a atenção seu bebê para seu rosto.

4 a 8 meses – O bebê vê perfeitamente bem os objetos e consegue pegá-los e levar até a boca. Os sons continuam o estimulando, por conta isso batem um objeto no outro. O chocalho é uma ótima opção, além do som, o bebê vai levá-lo de uma mão a outra e podem entretê-los por longo período ajudando-o no desenvolvimento motor.

8 a 18 meses – Nesta fase o bebê tem maior controle sobre seus movimentos e sons que emite. Ele está ainda mais animado com suas descobertas, ótimo momento para brinquedos como cubos para empilhar, potes para encaixar, brinquedos com corda para puxar, instrumentos musicais e brinquedos com botões que apertados emitem diferentes sons.

18 a 36 meses – O andar eleva ainda mais a curiosidade e o bebê quer ir além e fazer tudo sozinho. Bolas de diferentes tamanhos, brinquedos de encaixe, potes de empilhar, livros musicais, bonecas, carrinhos e telefones chamam ainda mais sua atenção e são itens importantes para o desenvolvimento. Neste momento seu vocabulário aumenta para 200 palavras, por conta disso, precisa de brinquedos e brincadeiras de faz de conta, já que esse universo é uma das principais formas de autodescobertas, ajudando na percepção de seus limites e de suas possibilidades.

3 a 6 anos – Período que a criança usa a imaginação e gosta de utilizar apetrechos e roupas para fingir ser algum personagem. As primeiras amizades nascem e a criança passa a entender os sentimentos das outras pessoas. Com boa coordenação já é possível iniciar a pratica de esportes, além de atividades como andar de patins e dançar. É interessante apresentar, quebra-cabeça, brinquedos de encaixe mais desafiantes, jogos para associar números, cores e frutas, jogos com regras simples para desenvolver o comportamento em grupo, brinquedos para explorar a simbolização e a imaginação (trem, avião, princesas, bonecos ou carros) e, claro, livros infantis.

“O brinquedo funciona como uma ponte entre aquilo que é desconhecido para o que é conhecido”, Teresa Ruas.

Teresa Ruas tem uma coluna no site Mundo Gloob, o link a seguir te leva até um belo texto sobre a importância da participação dos pais nas brincadeiras: http://mundogloob.globo.com/area-dos-pais/materias/importancia-de-brincar.htm

Quem quiser acompanhar de perto Teresa Ruas acesse o site: http://teteruas.blogspot.com.br/

Beijos e até mais!

By Priscila Bueno

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